sexta-feira, outubro 15, 2010

quinta-feira, outubro 14, 2010




Acho que estou apaixonada pelo meu rádio, porque ele nunca me deixa para baixo.
Há pessoas que na sua ânsia de experimentar uma liberdade genuína, se lançam numa louca procura de toda a espécie de prazer, porque, dizem, só assim é que se sentem realizadas.
Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?
Tati Bernardi 
A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém. Quanto maiores somos em humildade, mais próximos estamos da grandeza. 
Nem tudo que dá certo é certo, nem tudo que se perde tem valor, nem tudo que é bonito é amor! As aparências de fato, enganam.
Eu acho fascinante que a maioria das pessoas planeje suas férias com mais cuidado do que planeje suas vidas, talvez porque fugir é mais fácil que mudar.